<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"					xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
<channel rdf:about="">
	<title>Cozinha Judaica e Kasher</title>
	<link></link>
	<description>Mat&#233;rias e receitas sobre hist&#243;ria da gastronomia judaica.
Mat&#233;rias sobre juda&#237;smo em geral
Diferen&#231;as entre ASHKENAZI E SEFARADI QUANTO A ALIMENTA&#199;&#195;O</description>
	<dc:language></dc:language>
	<admin:generatorAgent rdf:resource="http://www.terra.es"/>
	<items>
		<rdf:Seq>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/prazeres_da_mesa_ao_vivo_3"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/as_criancas_sobreviventes_da_segunda_gue"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/continuacao_criancas_sobreviventes_da_se"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/sucot_em_israel"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/s_u_c_o_t"/>
				</rdf:Seq>
	</items>
</channel>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/prazeres_da_mesa_ao_vivo_3">
		<title>PRAZERES DA MESA AO VIVO 3</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/prazeres_da_mesa_ao_vivo_3</link>
		<dc:date>13.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description></description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/as_criancas_sobreviventes_da_segunda_gue">
		<title>AS CRIAN&#199;AS SOBREVIVENTES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIA</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/as_criancas_sobreviventes_da_segunda_gue</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; As crian&#231;as da arca Yossef ben Shlomo haCohen Com a explos&#227;o da Segunda Guerra Mundial, dois mundos diferentes se juntaram, quando quinhentas crian&#231;as judias foram hospedadas por fam&#237;lias crist&#227;s, no interior brit&#226;nico. H&#225; mais de sessenta anos atr&#225;s, uma onda de anti-semitismo invadiu a Europa. Junto a esta onda tempestiva, havia uma &#34;Arca&#34; n&#227;o muito conhecida, um ref&#250;gio para algumas das sofridas crian&#231;as judias. A historia desta Arca come&#231;a em Londres, no dia 31 de agosto de 1939, tr&#234;s dias antes da explos&#227;o da guerra contra a Alemanha. O governo brit&#226;nico decidiu evacuar todas as escolas de Londres, por quest&#245;es de seguran&#231;a, para o interior da Inglaterra. De acordo com o plano, cada escola em Londres seria transferida para um vilarejo onde as crian&#231;as seriam hospedadas nas casas dos habitantes locais. Por&#233;m, os preparativos exatos para o alojamento, alimenta&#231;&#227;o e outras necessidades s&#243; seriam providenciados depois que as crian&#231;as chagassem, pois o governo queria guardar segredo em rela&#231;&#227;o a essas escolas at&#233; o dia da evacua&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia. Uma destas escolas era a Escola Secund&#225;ria Judaica (Jewish Secondary School), observante da Tor&#225;, com quinhentos estudantes. Alguns deles foram criados na Inglaterra e outros eram crian&#231;as refugiadas que tinham chegado recentemente da Alemanha e &#193;ustria (na maioria dos casos, essas crian&#231;as refugiadas chagavam sem os seus pais). As crian&#231;as dessa escola judaica, junto ao restante da equipe, foram enviadas ao vilarejo de Shefford e seus arredores. A doutora Judith Grunfeld, diretora da escola, descreveu a experi&#234;ncia em seu livro &#34;Shefford&#34;: &#34;As Crian&#231;as de Israel&#34; era, para a maioria dos habitantes do vilarejo, somente um termo b&#237;blico que trazia &#224; mente uma imagem de caravanas que perambulavam pelo deserto, em dire&#231;&#227;o &#224; Terra Santa. Uma senhora temente a D`us, quando soube quem havia chegado, chamou seu marido, alvoro&#231;ada: &#34;Tom, venha logo! As crian&#231;as de Israel da B&#237;blia est&#227;o aqui&#34;. Outros associavam a palavra &#34;judeu&#34; a comerciantes, ou haviam adquirido uma imagem dos judeus lan&#231;ando chifres em suas testas. &#34;Mas voc&#234;s n&#227;o t&#234;m chifres!&#34;, disse uma mulher verdadeiramente surpresa a um dos meninos que acolheu em sua casa&#34; . Professores e ajudantes me contaram das grandes dificuldades que nossas crian&#231;as encontraram quando chegaram em seus lares adotivos. Em todas as casas havia uma refei&#231;&#227;o de boas vindas com comidas especiais que foram preparadas especialmente para elas. Os pais adotivos e suas pr&#243;prias fam&#237;lias observavam ansiosamente o novo habitante de sua casa e animadamente antecipavam como fariam a primeira refei&#231;&#227;o: uma omelete com presunto, sinal de boas vindas que fora preparado para elas com muito amor e carinho. Em todos os lares a mesma hist&#243;ria se repetia. A crian&#231;a, t&#237;mida e cansada, n&#227;o tocava na comida, sacudia a cabe&#231;a e dificilmente bebericava algumas gotas de ch&#225;. Elas mostravam sinais de embara&#231;o. Algumas ainda conseguiram dizer palavras como &#34;obrigado&#34;, que vinham de seus cora&#231;&#245;es, mas mesmo assim acabaram criando uma atmosfera de desapontamento e frustra&#231;&#227;o nas casas em que estavam hospedadas e no vilarejo... Mais tarde, foi explicado que aquelas crian&#231;as foram educadas a observar as leis diet&#233;ticas de acordo com a B&#237;blia e que algumas delas tinham acabado de vir da persegui&#231;&#227;o nazista e n&#227;o falavam ingl&#234;s, estando conseq&#252;entemente incapazes de explicar porque recusavam aquela deliciosa refei&#231;&#227;o que lhes fora preparada com tanto cuidado e amor, por&#233;m estavam verdadeira e sinceramente gratas por toda a bondade que os habitantes demonstravam a elas. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/continuacao_criancas_sobreviventes_da_se">
		<title>CONTINUA&#199;&#195;O CRIAN&#199;AS SOBREVIVENTES DA SEGUNDA GUER</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/continuacao_criancas_sobreviventes_da_se</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Desentendimentos religiosos Os habitantes do vilarejo tentavam entender, mas encontravam dificuldades para aceitar aquelas &#34;crian&#231;as estranhas&#34;. E a situa&#231;&#227;o piorou com a chegada do Shabat. Quando o sol come&#231;ou a se p&#244;r, as crian&#231;as e seus professores se reuniram para cantar as rezas tradicionais do Shabat. Depois, comeram a refei&#231;&#227;o do Shabat que a escola preparou e, mais tarde, voltaram &#224; casa de seus anfitri&#245;es. A doutora Grunfeld descreve o que aconteceu em seguida: &#34;Johnny, ligue a luz enquanto eu seguro o balde&#34;, o fazendeiro chamou-o do est&#225;bulo para lhe mostrar suas vacas. &#34;Sonny, tenho que ir at&#233; a estufa de plantas, venha comigo e segure a tocha para mim&#34;. &#34;Jackie, coloque a chaleira no fogo, por favor, pois Granny quer uma x&#237;cara de ch&#225;&#34;. &#34;Aqui tem dois xelins, corra at&#233; o bar e compre um ma&#231;o de cigarros&#34;. Entretanto, as crian&#231;as n&#227;o podiam fazer o que lhe pediam, pois n&#227;o queriam violar as leis do Shabat. Os habitantes n&#227;o entendiam por completo que as crian&#231;as guardavam essas leis e decidiram que n&#227;o estavam mais dispostos a t&#234;-las em suas casas. As crian&#231;as dormiam, mas os moradores n&#227;o. No bar do vilarejo havia uma discuss&#227;o... O pr&#243;prio pastor estava desapontado. Ele esperava encher sua escola de domingo e encontrar novos membros para o coro da igreja. Os vizinhos se reuniram e, na manh&#227; seguinte, s&#243; havia um assunto sendo comentado no vilarejo. Todos concordavam em n&#227;o mais aceitar esta mentira. Eles foram enganados ao cumprirem seu dever nacional. Eles queriam levar aquelas crian&#231;as para suas casas, seus cora&#231;&#245;es, suas igrejas e escolas de domingo. Queriam torn&#225;-las parte de sua pr&#243;pria fam&#237;lia. Com aquelas crian&#231;as, por&#233;m, isso era simplesmente imposs&#237;vel. Elas eram totalmente diferentes do que eles esperavam e algumas delas choravam o tempo todo. Elas n&#227;o conseguiam se comunicar, mas tinham os olhares de animais ca&#231;ados. As maiores, muitas delas charmosas e educadas, falavam e riam em l&#237;nguas diferentes e n&#227;o comiam nada al&#233;m de p&#227;o e bebiam somente limonada. N&#227;o se reuniam nas rezas, tinham livros estranhos em suas malas, quadrados de algod&#227;o com franjas por baixo de suas camisetas. Tudo parecia uma verdadeira confus&#227;o. &#34;Devemos organizar a volta delas para Londres e troc&#225;-las por crian&#231;as de nossa pr&#243;pria ra&#231;a e f&#233;&#34;. Enquanto os habitantes da vila estavam chateados, as crian&#231;as, inconscientes de todo o inconveniente que causavam, dormiam pacificamente nas variadas casas onde a revolta se formava. Os sidurim (livros de rezas) estavam ao seu lado na cama, o Tzitzit (a roupa quadrada com franjas) balan&#231;ando na cadeira, as kipot em suas cabe&#231;as. Elas desconheciam o plano que lhes dizia respeito. &#34;Mas o guardi&#227;o de Israel nunca dorme ou se descuida de seus filhos&#34;. Na manh&#227; seguinte, o sol nasceu e as crian&#231;as acordaram. Algumas delas, j&#225; descansadas, tinham um sorriso cativante, outras acariciavam o cachorro ou o can&#225;rio da casa, algumas tinham uma maneira ador&#225;vel de dizer &#34;muito obrigado&#34; e pareciam t&#227;o pat&#233;ticas que faziam qualquer cora&#231;&#227;o se derreter. Elas eram muito honestas e possu&#237;am boas maneiras... Embora fossem t&#227;o jovens, tinham um jeito especial de cuidar umas das outras e de seus irm&#227;os e irm&#227;s menores. Seus h&#225;bitos eram impec&#225;veis, nunca pediam nada. Era muito estranho. Ningu&#233;m nunca soube dizer o que aconteceu, mas &#233; um fato verdadeiro que, algum tempo depois, a senhora B. disse &#224; senhora H. que a crian&#231;a de quem ela cuidava se adaptou muito bem e a senhora H. respondeu elogiando tamb&#233;m a menina de quem cuidava. O reitor e sua mulher, o reverendo e a senhora A. McGhee levaram suas sete crian&#231;as refugiadas para um passeio no zool&#243;gico de Whipsnade e se sentiram orgulhosos de si mesmos por terem meninos t&#227;o bem comportados como eles. Pouco tempo depois, via-se tzitzit rec&#233;m lavados balan&#231;ando no varal do belo jardim da casa da senhora K. e Moss, o dono da mercearia, adquiriu um suprimento de margarina casher, j&#225; que muitos clientes pediam por ela, pois &#34;desta forma, Jackie (ou Freddie ou Bernard) poderiam comer um peda&#231;o de p&#227;o com manteiga ao inv&#233;s de comerem p&#227;o puro o tempo todo&#34;. E a senhora F. foi ao quarto de Simon para apagar a luz, pois &#34;eu sei que o garoto dormiria com a luz acesa a noite inteira, pois hoje &#233; o seu Shabat&#34;. &#192; medida que os meses passavam, os habitantes se apaixonavam por suas &#34;crian&#231;as judias&#34;. Tornaram-se familiares com as tradi&#231;&#245;es judaicas e come&#231;aram a respeitar as crian&#231;as por permanecerem leais &#224;s suas tradi&#231;&#245;es e cren&#231;as mesmo estando num ambiente cultural diferente do delas. Afinal de contas, muitas das crian&#231;as eram refugiadas de guerra e seus pais, se ainda estivessem vivos, estavam nas m&#227;os dos alem&#227;es. Por&#233;m, mesmo assim, as crian&#231;as permaneceram fi&#233;is &#224; educa&#231;&#227;o religiosa que receberam de seus pais. Amizades que duram para toda a vida As crian&#231;as ficaram na vila por seis anos. Estes pais adotivos respeitaram a sua f&#233; e religi&#227;o e n&#227;o foram mission&#225;rios. Mais do que isso, come&#231;aram a encorajar seus refugiados a observar todas as tradi&#231;&#245;es judaicas e os meninos a usarem suas kipot. Em Yom Kipur, uma das m&#227;es do vilarejo percebeu que sua filha adotiva n&#227;o colocou os sapatos de pano ao inv&#233;s de sapatos de couro. Esta m&#227;e crist&#227; tinha se familiarizado com as tradi&#231;&#245;es judaicas e sabia que os judeus n&#227;o usavam sapatos de couro naquele dia sagrado. Ent&#227;o, com voz segura, perguntou &#224; jovem menina: &#34;Por que voc&#234; n&#227;o coloca seus sapatos de pano?&#34;. As amizades que cresceram entre as crian&#231;as judias e as fam&#237;lias crist&#227;s que as hospedavam durou por muitos anos, por muito tempo depois que as crian&#231;as deixaram Shefford. Como a doutora Grunfeld escreve: &#34;Muitas pessoas vindas da Am&#233;rica, Austr&#225;lia ou de Israel, para visitar a Inglaterra v&#227;o a Shefford para ver sua antiga fam&#237;lia e para dar uma olhada no vilarejo. Presentes e cart&#245;es com votos de boas festas, cart&#245;es enviando &#34;sauda&#231;&#245;es da esta&#231;&#227;o&#34; ainda chegam no pequeno vilarejo vindos de todos os lugares do mundo. Em muitos casamentos em Londres, um ano ap&#243;s a guerra, os antigos propriet&#225;rios de Shefford s&#227;o considerados convidados importantes e honrados entre os dos casamentos. Enquanto, no continente Europeu, crian&#231;as morriam de fome e eram massacradas durante estes anos deprimentes, o vilarejo deu &#224;s crian&#231;as alegria e uma calorosa recep&#231;&#227;o. Havia uma for&#231;a dentro de n&#243;s que nos alentou e nos manteve alerta, e essa for&#231;a foi gerada pelas horr&#237;veis not&#237;cias que vinham do continente. Sabemos que D' us, que nos mant&#233;m vivos, perguntar&#225; um dia: &#34;Onde voc&#234; esteve, e o que fez enquanto o seu povo foi jogado no inferno e Eu o mantive com vida?&#34;. Tentamos responder a este desafio e constru&#237;mos uma comunidade de crian&#231;as &#224;s quais ensinamos a viver de acordo com a Tor&#225; e a beber de sua fonte de &#225;gua viva. Assim, tentamos construir um pequeno santu&#225;rio enquanto muitos eram destru&#237;dos. A doutora Grunfeld descreve a escola secund&#225;ria (Jewish Secondary School) como a &#34;Arca de No&#233;&#34; percorrendo as ondas da grande inunda&#231;&#227;o de &#243;dio contra os judeus na Europa. A hist&#243;ria exemplar desta Arca serve como lembrete do fato de que, assim como Noach e sua fam&#237;lia, somos todos filhos de um s&#243; D'us. E tamb&#233;m nos lembra que, quando n&#243;s, as crian&#231;as de Israel, permanecemos fi&#233;is &#224; nossa pr&#243;pria heran&#231;a e cren&#231;a, n&#227;o h&#225; limites para ganharmos a amizade e o respeito dos outros. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/sucot_em_israel">
		<title>SUCOT EM ISRAEL</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/sucot_em_israel</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>&#34;E v&#243;s devereis levar no primeiro dia os frutos de boas &#225;rvores, ramos de palmeira, galhos de &#225;rvores e salgueiros. E v&#243;s devereis alegrar-se perante o Eterno, seu Deus.&#34; (Leviticus 23) Hoje, frutas, garrafas de &#243;leo e &#225;gua, e outros alimentos decoram a suc&#225;, onde as refei&#231;&#245;es devem ser feitas acompanhadas de preces e agradecimentos. A prece &#34;Tu fazes o vento soprar e a chuva cair&#34; &#233; repetida diariamente durante o inverno, relembrando as preces feitas no templo pedindo por nos meses de inverno. Nos Kibbutzim, junto aos riachos, crian&#231;as e adultos se re&#250;nem. As crian&#231;as enchem seus jarros com &#225;gua e carregam ramos de palmeiras, enquanto os adultos carregam tochas com fogo. &#34;V&#243;s devereis tirar &#225;gua da fonte da salva&#231;&#227;o com j&#250;bilo.&#34; Finalmente a &#225;gua &#233; usada para extinguir o fogo, simbolizando o final do ver&#227;o e a promessa de chuvas. EST&#211;RIA DE SUCOT A recompensa &#237;ndice Viveu certa vez um homem muito caridoso. Era Hoshan&#225; Rab&#225; e sua mulher deu-lhe dez shekels e pediu-lhe para que comprasse algo para os filhos. Naquela ocasi&#227;o, fazia-se uma coleta na pra&#231;a do mercado, para uma pobre &#243;rf&#227; que estava para se casar. Quando aqueles que coletavam o dinheiro avistaram o homem, disseram: &#34;A&#237; vem uma pessoa muito caridosa.&#34; Dirigiram-se a ele, dizendo: &#34;Gostaria de contribuir com esta causa nobre, pois queremos comprar um presente para uma noiva sem recursos?&#34; O bom homem doou todos os dez shekels que possu&#237;a. Ficou envergonhado de voltar para casa com as m&#227;os vazias, e dirigiu-se ent&#227;o &#224; sinagoga. L&#225; encontrou crian&#231;as brincando com etrogim (uma das quatro esp&#233;cies usadas em Sucot) pois era Hoshan&#225; Rab&#225; (o s&#233;timo dia de Sucot) e n&#227;o havia mais necessidade dos etrogim. O homem juntou uma sacola repleta de etrogim e saiu em busca da sorte. Chegando a um local desconhecido, sentou-se sobre sua sacola, refletindo sobre o que fazer em seguida. De repente, foi abordado pelos oficiais do rei, que lhe perguntaram o que tinha naquela sacola. &#34;Sou um pobre homem e nada tenho para vender,&#34; respondeu ele. Eles abriram a sacola e constataram que estava cheia de etrogim. &#34;Que tipo de fruta &#233; essa?&#34; perguntaram os oficiais. &#34;S&#227;o etrogim, uma fruta especial usada pelos judeus durante a Festa de Sucot.&#34; Ouvindo isso, os oficiais agarraram-no juntamente com a bolsa e carregaram-no por todo o caminho at&#233; o pal&#225;cio. Foi ent&#227;o que o homem entendeu o porqu&#234; de todo aquele entusiasmo: o rei estava muito doente e haviam-lhe dito que somente a fruta usada pelos judeus durante o festival de Sucot poderia cur&#225;-lo. Uma busca intensiva n&#227;o tivera sucesso, e justamente quando toda a esperan&#231;a parecia ter-se acabado, o bom homem chegara com uma sacola cheia de etrogim, desta maneira salvando a vida do soberano. O rei recobrou a sa&#250;de e ordenou que a sacola esvaziada dos etrogim fosse preenchida com moedas de ouro. Nosso bom her&#243;i retornou para casa ricamente recompensado durante toda sua vida pela caridade que fizera. 
Viveu certa vez um homem muito caridoso. Era Hoshan&#225; Rab&#225; e sua mulher deu-lhe dez shekels e pediu-lhe para que comprasse algo para os filhos. Naquela ocasi&#227;o, fazia-se uma coleta na pra&#231;a do mercado, para uma pobre &#243;rf&#227; que estava para se casar. Quando aqueles que coletavam o dinheiro avistaram o homem, disseram: &#34;A&#237; vem uma pessoa muito caridosa.&#34; Dirigiram-se a ele, dizendo: &#34;Gostaria de contribuir com esta causa nobre, pois queremos comprar um presente para uma noiva sem recursos?&#34; O bom homem doou todos os dez shekels que possu&#237;a. Ficou envergonhado de voltar para casa com as m&#227;os vazias, e dirigiu-se ent&#227;o &#224; sinagoga. L&#225; encontrou crian&#231;as brincando com etrogim (uma das quatro esp&#233;cies usadas em Sucot) pois era Hoshan&#225; Rab&#225; (o s&#233;timo dia de Sucot) e n&#227;o havia mais necessidade dos etrogim. O homem juntou uma sacola repleta de etrogim e saiu em busca da sorte. Chegando a um local desconhecido, sentou-se sobre sua sacola, refletindo sobre o que fazer em seguida. De repente, foi abordado pelos oficiais do rei, que lhe perguntaram o que tinha naquela sacola. &#34;Sou um pobre homem e nada tenho para vender,&#34; respondeu ele. Eles abriram a sacola e constataram que estava cheia de etrogim. &#34;Que tipo de fruta &#233; essa?&#34; perguntaram os oficiais. &#34;S&#227;o etrogim, uma fruta especial usada pelos judeus durante a Festa de Sucot.&#34; Ouvindo isso, os oficiais agarraram-no juntamente com a bolsa e carregaram-no por todo o caminho at&#233; o pal&#225;cio. Foi ent&#227;o que o homem entendeu o porqu&#234; de todo aquele entusiasmo: o rei estava muito doente e haviam-lhe dito que somente a fruta usada pelos judeus durante o festival de Sucot poderia cur&#225;-lo. Uma busca intensiva n&#227;o tivera sucesso, e justamente quando toda a esperan&#231;a parecia ter-se acabado, o bom homem chegara com uma sacola cheia de etrogim, desta maneira salvando a vida do soberano. O rei recobrou a sa&#250;de e ordenou que a sacola esvaziada dos etrogim fosse preenchida com moedas de ouro. Nosso bom her&#243;i retornou para casa ricamente recompensado durante toda sua vida pela caridade que fizera. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/s_u_c_o_t">
		<title>S U C O T</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/s_u_c_o_t</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>SUCOT A FESTA DAS CABANAS FALAREMOS SOBRE SUCOT E AO MESMO TEMPO POR SER O M&#202;S DAS CRIAN&#199;AS CITAREMOS ELAS DIVERSAS VEZES NESSE ARTIGO. SUCOT A Festa das Cabanas, em hebraico Sucot, &#233; parte do ciclo de festividades que come&#231;a com Rosh haShan&#225;. Sucot distingue-se por 2 ritos: a suc&#225;, onde se deve, durante a festa, comer todas as refei&#231;&#245;es, constru&#237;da para lembrar as cabanas que os antepassados dos israelitas constru&#237;am no deserto; e o lulav, que &#233; um feixe formado de 1 palma de tamareira(lulav),3 ramos de mirta (had&#225;s),2 de salgueiro(arav&#225;) e a cidra(etrog). Durante as ora&#231;&#245;es matutinas agita-se este feixe,lembrando ser Sucot tamb&#233;m a festa da colheita - Hag Assif. As 4 esp&#233;cies de Sucot s&#227;o semelhantes a 4 tipos de pessoas: &#8226; Etrog - tem sabor e aroma - simboliza os conhecedores e praticantes da Tor&#225; e das mitzv&#243;t, praticantes de boas a&#231;&#245;es; Etrog De prefer&#234;ncia deve estar mais amarelo do que verde. A casca n&#227;o pode estar perfurada nem ter manchas. Tamb&#233;m n&#227;o deve faltar nenhuma parte de sua pele interna. A casca n&#227;o pode estar mole demais, rachada, murcha ou descascada. At&#233; um ponto preto pequeno na parte superior invalida a fruta. A sua forma deve ser, de prefer&#234;ncia, como uma torre: larga na parte de baixo e estreita na parte de cima. Se este Etrog cresceu com um talo saliente (chamado de pitom), aquele talo n&#227;o pode ser retirado bruscamente. (Por&#233;m, se o Etrog cresceu sem um pitom, &#233; casher tamb&#233;m). 
&#8226; Lulav - tem sabor mas n&#227;o tem aroma - simboliza os conhecedores, mas que n&#227;o praticam boas a&#231;&#245;es;. Lulav Olhe para o ramo no topo do Lulav e tenha certeza de que o centro n&#227;o est&#225; dividido. Ele deve estar fechado (pelo menos abaixo da metade). O topo n&#227;o pode estar cortado O ramo n&#227;o pode estar seco. Deve ter ao menos 16 polegadas (39 cm). Quanto mais reto estiver o ramo, melhor. Hadas- oferece aroma, por&#233;m &#233; sem sabor, como as pessoas humildes que, apesar de n&#227;o possu&#237;rem cultura, s&#227;o prestativas e boas. Murta Voc&#234; precisar&#225; de tr&#234;s galhos de murta. Uma murta casher tem um padr&#227;o de tr&#234;s folhas que saem do mesmo ponto no galho. Este padr&#227;o de tr&#234;s folhas deve ser repetido acima de pelo menos metade do comprimento do galho. Cada galho deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). O galho n&#227;o pode estar seco. Arava - sem perfume nem paladar, mas resistente a intemp&#233;ries, representa os indiv&#237;duos teimosos que n&#227;o possuem intelig&#234;ncia e n&#227;o se esfor&#231;am para melhorar. Salgueiro Voc&#234; precisar&#225; de dois galhos de salgueiro. O talo deve estar, de prefer&#234;ncia, vermelho. O talo deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). As folhas deviam ser retangulares e n&#227;o redondas em sua forma. As folhas devem ter uma extremidade lisa, n&#227;o serrada Em Sucot lembramos de dois momentos importantes para nosso povo: quando eles caminharam por 40 anos no deserto do Sinai, antes, e moraram em cabanas; e quando, j&#225; na Terra de Israel, eles trabalhavam como agricultores e, na &#233;poca da colheita, constru&#237;am cabanas perto do campo e l&#225; moravam at&#233; que a colheita terminasse. Assim, Sucot est&#225; ligada a um evento hist&#243;rico e tamb&#233;m &#224; agricultura. Para festejarmos Sucot, constru&#237;mos uma Suc&#225; e durante uma semana passamos a realizar a maioria das atividades dentro dela: comemos, estudamos e &#224;s vezes, at&#233; dormimos dentro dela. A Suc&#225; n&#227;o pode ser uma constru&#231;&#227;o s&#243;lida e permanente, ela tem que transmitir seu car&#225;ter tempor&#225;rio que tinha antigamente. Suas paredes podem ser constru&#237;das de v&#225;rias formas mas o telhado &#233; especial: ele &#233; formado de ramos de plantas, com espa&#231;os entre eles para que, durante a noite, possa-se enxergar as estrelas. A festa de Suc&#243;t est&#225; entrela&#231;ada com alus&#245;es e preces para que chova durante o ano. &#201; uma coisa muito bonita dentro do modo-de-ver Judaico, que h&#225; 2.000 anos atr&#225;s, no Templo Sagrado em Jerusal&#233;m, n&#243;s faz&#237;amos 70 oferendas durante a semana de Suc&#243;t, uma para cada na&#231;&#227;o da Terra, para que elas tivessem paz, prosperidade e chuvas durante o pr&#243;ximo ano! O Talmud, no Tratado Suc&#225;, explica que agitamos o lul&#225;v para os 4 lados do mundo, para cima e para baixo, n&#227;o s&#243; para simbolizar que D'us est&#225; em todos os lugares, mas para suplicar-Lhe que nos proteja dos fortes ventos que nos amea&#231;am de todos os lados. E al&#233;m disto tudo, para que Ele nos salve das chuvas torrenciais que caem dos C&#233;us e das inunda&#231;&#245;es que brotam da terra. A Suc&#225; representa nossas preces por prote&#231;&#227;o das chuvas fora de &#233;poca. As 4 esp&#233;cies de Sucot s&#227;o semelhantes a 4 tipos de pessoas: &#8226; Etrog - tem sabor e aroma - simboliza os conhecedores e praticantes da Tor&#225; e das mitzv&#243;t, praticantes de boas a&#231;&#245;es; Etrog De prefer&#234;ncia deve estar mais amarelo do que verde. A casca n&#227;o pode estar perfurada nem ter manchas. Tamb&#233;m n&#227;o deve faltar nenhuma parte de sua pele interna. A casca n&#227;o pode estar mole demais, rachada, murcha ou descascada. At&#233; um ponto preto pequeno na parte superior invalida a fruta. A sua forma deve ser, de prefer&#234;ncia, como uma torre: larga na parte de baixo e estreita na parte de cima. Se este Etrog cresceu com um talo saliente (chamado de pitom), aquele talo n&#227;o pode ser retirado bruscamente. (Por&#233;m, se o Etrog cresceu sem um pitom, &#233; casher tamb&#233;m). &#8226; Lulav - tem sabor mas n&#227;o tem aroma - simboliza os conhecedores, mas que n&#227;o praticam boas a&#231;&#245;es;. Lulav Olhe para o ramo no topo do Lulav e tenha certeza de que o centro n&#227;o est&#225; dividido. Ele deve estar fechado (pelo menos abaixo da metade). O topo n&#227;o pode estar cortado O ramo n&#227;o pode estar seco. Deve ter ao menos 16 polegadas (39 cm). Quanto mais reto estiver o ramo, melhor. Hadas- oferece aroma, por&#233;m &#233; sem sabor, como as pessoas humildes que, apesar de n&#227;o possu&#237;rem cultura, 
s&#227;o prestativas e boas. Murta Voc&#234; precisar&#225; de tr&#234;s galhos de murta. Uma murta casher tem um padr&#227;o de tr&#234;s folhas que saem do mesmo ponto no galho. Este padr&#227;o de tr&#234;s folhas deve ser repetido acima de pelo menos metade do comprimento do galho. Cada galho deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). O galho n&#227;o pode estar seco. Arava - sem perfume nem paladar, mas resistente a intemp&#233;ries, representa os indiv&#237;duos teimosos que n&#227;o possuem intelig&#234;ncia e n&#227;o se esfor&#231;am para melhorar. Salgueiro Voc&#234; precisar&#225; de dois galhos de salgueiro. O talo deve estar, de prefer&#234;ncia, vermelho. O talo deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). As folhas deviam ser retangulares e n&#227;o redondas em sua forma. As folhas devem ter uma extremidade lisa, n&#227;o serrada A hora das crian&#231;as Em Sucot, uma atividade divertida para fazer com as crian&#231;as &#233; decorar a Suc&#225;. Voc&#234; pode pendurar frutas e vegetais coloridos, cartazes, correntes, o que sua imagina&#231;&#227;o inventar. Abaixo ensinamos como fazer uma espiral colorida: Pegue uma folha de papel colorido e comece a desenhar um c&#237;rculo no centro, mas ao inv&#233;s de complet&#225;-lo, transforme-o em uma espiral e continue com ela at&#233; alcan&#231;ar as bordas do papel. Termine a espiral com uma ponta. Ent&#227;o corte acompanhando a linha desenhada. Fa&#231;a um pequeno furo no centro do papel e passe por ele um fio (naylon ou barbante), para pendurar o enfeite. 
ME LEMBRO MUITO BEM QUANDO EU ERA CRIAN&#199;A NA MESMA ESCOLA, NA &#201;POCA DE SUCOT, JUNTAVAMOS TAMPINHAS, PALITOS, TUDO QUE POD&#205;AMOS PARA COM NOSSA CRIATIVIDADE MONTAR A SUC&#193;. LEMBRAN&#199;AS QUE LEVAMOS PARA O RESTO DA VIDA. DEPOIS QUANDO MEUS FILHOS PASSARAM PELA MESMA ESCOLA, QUANDO PEQUENOS, EU AJUDAVA A FAZER AS SUC&#193;S. </description>
	</item>
</rdf:RDF><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"					xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
<channel rdf:about="">
	<title>Cozinha Judaica e Kasher</title>
	<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br</link>
	<description>Mat&#233;rias e receitas sobre hist&#243;ria da gastronomia judaica.
Mat&#233;rias sobre juda&#237;smo em geral
Diferen&#231;as entre ASHKENAZI E SEFARADI QUANTO A ALIMENTA&#199;&#195;O</description>
	<dc:language>pt-BR</dc:language>
	<admin:generatorAgent rdf:resource="http://www.terra.es"/>
	<items>
		<rdf:Seq>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/prazeres_da_mesa_ao_vivo_3"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/as_criancas_sobreviventes_da_segunda_gue"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/continuacao_criancas_sobreviventes_da_se"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/sucot_em_israel"/>
					<rdf:li rdf:resource="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/s_u_c_o_t"/>
				</rdf:Seq>
	</items>
</channel>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/prazeres_da_mesa_ao_vivo_3">
		<title>PRAZERES DA MESA AO VIVO 3</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/prazeres_da_mesa_ao_vivo_3</link>
		<dc:date>13.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject>Comes e bebes</dc:subject>
		<description></description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/as_criancas_sobreviventes_da_segunda_gue">
		<title>AS CRIAN&#199;AS SOBREVIVENTES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIA</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/as_criancas_sobreviventes_da_segunda_gue</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject>Comes e bebes</dc:subject>
		<description>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; As crian&#231;as da arca Yossef ben Shlomo haCohen Com a explos&#227;o da Segunda Guerra Mundial, dois mundos diferentes se juntaram, quando quinhentas crian&#231;as judias foram hospedadas por fam&#237;lias crist&#227;s, no interior brit&#226;nico. H&#225; mais de sessenta anos atr&#225;s, uma onda de anti-semitismo invadiu a Europa. Junto a esta onda tempestiva, havia uma &#34;Arca&#34; n&#227;o muito conhecida, um ref&#250;gio para algumas das sofridas crian&#231;as judias. A historia desta Arca come&#231;a em Londres, no dia 31 de agosto de 1939, tr&#234;s dias antes da explos&#227;o da guerra contra a Alemanha. O governo brit&#226;nico decidiu evacuar todas as escolas de Londres, por quest&#245;es de seguran&#231;a, para o interior da Inglaterra. De acordo com o plano, cada escola em Londres seria transferida para um vilarejo onde as crian&#231;as seriam hospedadas nas casas dos habitantes locais. Por&#233;m, os preparativos exatos para o alojamento, alimenta&#231;&#227;o e outras necessidades s&#243; seriam providenciados depois que as crian&#231;as chagassem, pois o governo queria guardar segredo em rela&#231;&#227;o a essas escolas at&#233; o dia da evacua&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia. Uma destas escolas era a Escola Secund&#225;ria Judaica (Jewish Secondary School), observante da Tor&#225;, com quinhentos estudantes. Alguns deles foram criados na Inglaterra e outros eram crian&#231;as refugiadas que tinham chegado recentemente da Alemanha e &#193;ustria (na maioria dos casos, essas crian&#231;as refugiadas chagavam sem os seus pais). As crian&#231;as dessa escola judaica, junto ao restante da equipe, foram enviadas ao vilarejo de Shefford e seus arredores. A doutora Judith Grunfeld, diretora da escola, descreveu a experi&#234;ncia em seu livro &#34;Shefford&#34;: &#34;As Crian&#231;as de Israel&#34; era, para a maioria dos habitantes do vilarejo, somente um termo b&#237;blico que trazia &#224; mente uma imagem de caravanas que perambulavam pelo deserto, em dire&#231;&#227;o &#224; Terra Santa. Uma senhora temente a D`us, quando soube quem havia chegado, chamou seu marido, alvoro&#231;ada: &#34;Tom, venha logo! As crian&#231;as de Israel da B&#237;blia est&#227;o aqui&#34;. Outros associavam a palavra &#34;judeu&#34; a comerciantes, ou haviam adquirido uma imagem dos judeus lan&#231;ando chifres em suas testas. &#34;Mas voc&#234;s n&#227;o t&#234;m chifres!&#34;, disse uma mulher verdadeiramente surpresa a um dos meninos que acolheu em sua casa&#34; . Professores e ajudantes me contaram das grandes dificuldades que nossas crian&#231;as encontraram quando chegaram em seus lares adotivos. Em todas as casas havia uma refei&#231;&#227;o de boas vindas com comidas especiais que foram preparadas especialmente para elas. Os pais adotivos e suas pr&#243;prias fam&#237;lias observavam ansiosamente o novo habitante de sua casa e animadamente antecipavam como fariam a primeira refei&#231;&#227;o: uma omelete com presunto, sinal de boas vindas que fora preparado para elas com muito amor e carinho. Em todos os lares a mesma hist&#243;ria se repetia. A crian&#231;a, t&#237;mida e cansada, n&#227;o tocava na comida, sacudia a cabe&#231;a e dificilmente bebericava algumas gotas de ch&#225;. Elas mostravam sinais de embara&#231;o. Algumas ainda conseguiram dizer palavras como &#34;obrigado&#34;, que vinham de seus cora&#231;&#245;es, mas mesmo assim acabaram criando uma atmosfera de desapontamento e frustra&#231;&#227;o nas casas em que estavam hospedadas e no vilarejo... Mais tarde, foi explicado que aquelas crian&#231;as foram educadas a observar as leis diet&#233;ticas de acordo com a B&#237;blia e que algumas delas tinham acabado de vir da persegui&#231;&#227;o nazista e n&#227;o falavam ingl&#234;s, estando conseq&#252;entemente incapazes de explicar porque recusavam aquela deliciosa refei&#231;&#227;o que lhes fora preparada com tanto cuidado e amor, por&#233;m estavam verdadeira e sinceramente gratas por toda a bondade que os habitantes demonstravam a elas. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/continuacao_criancas_sobreviventes_da_se">
		<title>CONTINUA&#199;&#195;O CRIAN&#199;AS SOBREVIVENTES DA SEGUNDA GUER</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/continuacao_criancas_sobreviventes_da_se</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject>Comes e bebes</dc:subject>
		<description>Desentendimentos religiosos Os habitantes do vilarejo tentavam entender, mas encontravam dificuldades para aceitar aquelas &#34;crian&#231;as estranhas&#34;. E a situa&#231;&#227;o piorou com a chegada do Shabat. Quando o sol come&#231;ou a se p&#244;r, as crian&#231;as e seus professores se reuniram para cantar as rezas tradicionais do Shabat. Depois, comeram a refei&#231;&#227;o do Shabat que a escola preparou e, mais tarde, voltaram &#224; casa de seus anfitri&#245;es. A doutora Grunfeld descreve o que aconteceu em seguida: &#34;Johnny, ligue a luz enquanto eu seguro o balde&#34;, o fazendeiro chamou-o do est&#225;bulo para lhe mostrar suas vacas. &#34;Sonny, tenho que ir at&#233; a estufa de plantas, venha comigo e segure a tocha para mim&#34;. &#34;Jackie, coloque a chaleira no fogo, por favor, pois Granny quer uma x&#237;cara de ch&#225;&#34;. &#34;Aqui tem dois xelins, corra at&#233; o bar e compre um ma&#231;o de cigarros&#34;. Entretanto, as crian&#231;as n&#227;o podiam fazer o que lhe pediam, pois n&#227;o queriam violar as leis do Shabat. Os habitantes n&#227;o entendiam por completo que as crian&#231;as guardavam essas leis e decidiram que n&#227;o estavam mais dispostos a t&#234;-las em suas casas. As crian&#231;as dormiam, mas os moradores n&#227;o. No bar do vilarejo havia uma discuss&#227;o... O pr&#243;prio pastor estava desapontado. Ele esperava encher sua escola de domingo e encontrar novos membros para o coro da igreja. Os vizinhos se reuniram e, na manh&#227; seguinte, s&#243; havia um assunto sendo comentado no vilarejo. Todos concordavam em n&#227;o mais aceitar esta mentira. Eles foram enganados ao cumprirem seu dever nacional. Eles queriam levar aquelas crian&#231;as para suas casas, seus cora&#231;&#245;es, suas igrejas e escolas de domingo. Queriam torn&#225;-las parte de sua pr&#243;pria fam&#237;lia. Com aquelas crian&#231;as, por&#233;m, isso era simplesmente imposs&#237;vel. Elas eram totalmente diferentes do que eles esperavam e algumas delas choravam o tempo todo. Elas n&#227;o conseguiam se comunicar, mas tinham os olhares de animais ca&#231;ados. As maiores, muitas delas charmosas e educadas, falavam e riam em l&#237;nguas diferentes e n&#227;o comiam nada al&#233;m de p&#227;o e bebiam somente limonada. N&#227;o se reuniam nas rezas, tinham livros estranhos em suas malas, quadrados de algod&#227;o com franjas por baixo de suas camisetas. Tudo parecia uma verdadeira confus&#227;o. &#34;Devemos organizar a volta delas para Londres e troc&#225;-las por crian&#231;as de nossa pr&#243;pria ra&#231;a e f&#233;&#34;. Enquanto os habitantes da vila estavam chateados, as crian&#231;as, inconscientes de todo o inconveniente que causavam, dormiam pacificamente nas variadas casas onde a revolta se formava. Os sidurim (livros de rezas) estavam ao seu lado na cama, o Tzitzit (a roupa quadrada com franjas) balan&#231;ando na cadeira, as kipot em suas cabe&#231;as. Elas desconheciam o plano que lhes dizia respeito. &#34;Mas o guardi&#227;o de Israel nunca dorme ou se descuida de seus filhos&#34;. Na manh&#227; seguinte, o sol nasceu e as crian&#231;as acordaram. Algumas delas, j&#225; descansadas, tinham um sorriso cativante, outras acariciavam o cachorro ou o can&#225;rio da casa, algumas tinham uma maneira ador&#225;vel de dizer &#34;muito obrigado&#34; e pareciam t&#227;o pat&#233;ticas que faziam qualquer cora&#231;&#227;o se derreter. Elas eram muito honestas e possu&#237;am boas maneiras... Embora fossem t&#227;o jovens, tinham um jeito especial de cuidar umas das outras e de seus irm&#227;os e irm&#227;s menores. Seus h&#225;bitos eram impec&#225;veis, nunca pediam nada. Era muito estranho. Ningu&#233;m nunca soube dizer o que aconteceu, mas &#233; um fato verdadeiro que, algum tempo depois, a senhora B. disse &#224; senhora H. que a crian&#231;a de quem ela cuidava se adaptou muito bem e a senhora H. respondeu elogiando tamb&#233;m a menina de quem cuidava. O reitor e sua mulher, o reverendo e a senhora A. McGhee levaram suas sete crian&#231;as refugiadas para um passeio no zool&#243;gico de Whipsnade e se sentiram orgulhosos de si mesmos por terem meninos t&#227;o bem comportados como eles. Pouco tempo depois, via-se tzitzit rec&#233;m lavados balan&#231;ando no varal do belo jardim da casa da senhora K. e Moss, o dono da mercearia, adquiriu um suprimento de margarina casher, j&#225; que muitos clientes pediam por ela, pois &#34;desta forma, Jackie (ou Freddie ou Bernard) poderiam comer um peda&#231;o de p&#227;o com manteiga ao inv&#233;s de comerem p&#227;o puro o tempo todo&#34;. E a senhora F. foi ao quarto de Simon para apagar a luz, pois &#34;eu sei que o garoto dormiria com a luz acesa a noite inteira, pois hoje &#233; o seu Shabat&#34;. &#192; medida que os meses passavam, os habitantes se apaixonavam por suas &#34;crian&#231;as judias&#34;. Tornaram-se familiares com as tradi&#231;&#245;es judaicas e come&#231;aram a respeitar as crian&#231;as por permanecerem leais &#224;s suas tradi&#231;&#245;es e cren&#231;as mesmo estando num ambiente cultural diferente do delas. Afinal de contas, muitas das crian&#231;as eram refugiadas de guerra e seus pais, se ainda estivessem vivos, estavam nas m&#227;os dos alem&#227;es. Por&#233;m, mesmo assim, as crian&#231;as permaneceram fi&#233;is &#224; educa&#231;&#227;o religiosa que receberam de seus pais. Amizades que duram para toda a vida As crian&#231;as ficaram na vila por seis anos. Estes pais adotivos respeitaram a sua f&#233; e religi&#227;o e n&#227;o foram mission&#225;rios. Mais do que isso, come&#231;aram a encorajar seus refugiados a observar todas as tradi&#231;&#245;es judaicas e os meninos a usarem suas kipot. Em Yom Kipur, uma das m&#227;es do vilarejo percebeu que sua filha adotiva n&#227;o colocou os sapatos de pano ao inv&#233;s de sapatos de couro. Esta m&#227;e crist&#227; tinha se familiarizado com as tradi&#231;&#245;es judaicas e sabia que os judeus n&#227;o usavam sapatos de couro naquele dia sagrado. Ent&#227;o, com voz segura, perguntou &#224; jovem menina: &#34;Por que voc&#234; n&#227;o coloca seus sapatos de pano?&#34;. As amizades que cresceram entre as crian&#231;as judias e as fam&#237;lias crist&#227;s que as hospedavam durou por muitos anos, por muito tempo depois que as crian&#231;as deixaram Shefford. Como a doutora Grunfeld escreve: &#34;Muitas pessoas vindas da Am&#233;rica, Austr&#225;lia ou de Israel, para visitar a Inglaterra v&#227;o a Shefford para ver sua antiga fam&#237;lia e para dar uma olhada no vilarejo. Presentes e cart&#245;es com votos de boas festas, cart&#245;es enviando &#34;sauda&#231;&#245;es da esta&#231;&#227;o&#34; ainda chegam no pequeno vilarejo vindos de todos os lugares do mundo. Em muitos casamentos em Londres, um ano ap&#243;s a guerra, os antigos propriet&#225;rios de Shefford s&#227;o considerados convidados importantes e honrados entre os dos casamentos. Enquanto, no continente Europeu, crian&#231;as morriam de fome e eram massacradas durante estes anos deprimentes, o vilarejo deu &#224;s crian&#231;as alegria e uma calorosa recep&#231;&#227;o. Havia uma for&#231;a dentro de n&#243;s que nos alentou e nos manteve alerta, e essa for&#231;a foi gerada pelas horr&#237;veis not&#237;cias que vinham do continente. Sabemos que D' us, que nos mant&#233;m vivos, perguntar&#225; um dia: &#34;Onde voc&#234; esteve, e o que fez enquanto o seu povo foi jogado no inferno e Eu o mantive com vida?&#34;. Tentamos responder a este desafio e constru&#237;mos uma comunidade de crian&#231;as &#224;s quais ensinamos a viver de acordo com a Tor&#225; e a beber de sua fonte de &#225;gua viva. Assim, tentamos construir um pequeno santu&#225;rio enquanto muitos eram destru&#237;dos. A doutora Grunfeld descreve a escola secund&#225;ria (Jewish Secondary School) como a &#34;Arca de No&#233;&#34; percorrendo as ondas da grande inunda&#231;&#227;o de &#243;dio contra os judeus na Europa. A hist&#243;ria exemplar desta Arca serve como lembrete do fato de que, assim como Noach e sua fam&#237;lia, somos todos filhos de um s&#243; D'us. E tamb&#233;m nos lembra que, quando n&#243;s, as crian&#231;as de Israel, permanecemos fi&#233;is &#224; nossa pr&#243;pria heran&#231;a e cren&#231;a, n&#227;o h&#225; limites para ganharmos a amizade e o respeito dos outros. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/sucot_em_israel">
		<title>SUCOT EM ISRAEL</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/sucot_em_israel</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject>Comes e bebes</dc:subject>
		<description>&#34;E v&#243;s devereis levar no primeiro dia os frutos de boas &#225;rvores, ramos de palmeira, galhos de &#225;rvores e salgueiros. E v&#243;s devereis alegrar-se perante o Eterno, seu Deus.&#34; (Leviticus 23) Hoje, frutas, garrafas de &#243;leo e &#225;gua, e outros alimentos decoram a suc&#225;, onde as refei&#231;&#245;es devem ser feitas acompanhadas de preces e agradecimentos. A prece &#34;Tu fazes o vento soprar e a chuva cair&#34; &#233; repetida diariamente durante o inverno, relembrando as preces feitas no templo pedindo por nos meses de inverno. Nos Kibbutzim, junto aos riachos, crian&#231;as e adultos se re&#250;nem. As crian&#231;as enchem seus jarros com &#225;gua e carregam ramos de palmeiras, enquanto os adultos carregam tochas com fogo. &#34;V&#243;s devereis tirar &#225;gua da fonte da salva&#231;&#227;o com j&#250;bilo.&#34; Finalmente a &#225;gua &#233; usada para extinguir o fogo, simbolizando o final do ver&#227;o e a promessa de chuvas. EST&#211;RIA DE SUCOT A recompensa &#237;ndice Viveu certa vez um homem muito caridoso. Era Hoshan&#225; Rab&#225; e sua mulher deu-lhe dez shekels e pediu-lhe para que comprasse algo para os filhos. Naquela ocasi&#227;o, fazia-se uma coleta na pra&#231;a do mercado, para uma pobre &#243;rf&#227; que estava para se casar. Quando aqueles que coletavam o dinheiro avistaram o homem, disseram: &#34;A&#237; vem uma pessoa muito caridosa.&#34; Dirigiram-se a ele, dizendo: &#34;Gostaria de contribuir com esta causa nobre, pois queremos comprar um presente para uma noiva sem recursos?&#34; O bom homem doou todos os dez shekels que possu&#237;a. Ficou envergonhado de voltar para casa com as m&#227;os vazias, e dirigiu-se ent&#227;o &#224; sinagoga. L&#225; encontrou crian&#231;as brincando com etrogim (uma das quatro esp&#233;cies usadas em Sucot) pois era Hoshan&#225; Rab&#225; (o s&#233;timo dia de Sucot) e n&#227;o havia mais necessidade dos etrogim. O homem juntou uma sacola repleta de etrogim e saiu em busca da sorte. Chegando a um local desconhecido, sentou-se sobre sua sacola, refletindo sobre o que fazer em seguida. De repente, foi abordado pelos oficiais do rei, que lhe perguntaram o que tinha naquela sacola. &#34;Sou um pobre homem e nada tenho para vender,&#34; respondeu ele. Eles abriram a sacola e constataram que estava cheia de etrogim. &#34;Que tipo de fruta &#233; essa?&#34; perguntaram os oficiais. &#34;S&#227;o etrogim, uma fruta especial usada pelos judeus durante a Festa de Sucot.&#34; Ouvindo isso, os oficiais agarraram-no juntamente com a bolsa e carregaram-no por todo o caminho at&#233; o pal&#225;cio. Foi ent&#227;o que o homem entendeu o porqu&#234; de todo aquele entusiasmo: o rei estava muito doente e haviam-lhe dito que somente a fruta usada pelos judeus durante o festival de Sucot poderia cur&#225;-lo. Uma busca intensiva n&#227;o tivera sucesso, e justamente quando toda a esperan&#231;a parecia ter-se acabado, o bom homem chegara com uma sacola cheia de etrogim, desta maneira salvando a vida do soberano. O rei recobrou a sa&#250;de e ordenou que a sacola esvaziada dos etrogim fosse preenchida com moedas de ouro. Nosso bom her&#243;i retornou para casa ricamente recompensado durante toda sua vida pela caridade que fizera. 
Viveu certa vez um homem muito caridoso. Era Hoshan&#225; Rab&#225; e sua mulher deu-lhe dez shekels e pediu-lhe para que comprasse algo para os filhos. Naquela ocasi&#227;o, fazia-se uma coleta na pra&#231;a do mercado, para uma pobre &#243;rf&#227; que estava para se casar. Quando aqueles que coletavam o dinheiro avistaram o homem, disseram: &#34;A&#237; vem uma pessoa muito caridosa.&#34; Dirigiram-se a ele, dizendo: &#34;Gostaria de contribuir com esta causa nobre, pois queremos comprar um presente para uma noiva sem recursos?&#34; O bom homem doou todos os dez shekels que possu&#237;a. Ficou envergonhado de voltar para casa com as m&#227;os vazias, e dirigiu-se ent&#227;o &#224; sinagoga. L&#225; encontrou crian&#231;as brincando com etrogim (uma das quatro esp&#233;cies usadas em Sucot) pois era Hoshan&#225; Rab&#225; (o s&#233;timo dia de Sucot) e n&#227;o havia mais necessidade dos etrogim. O homem juntou uma sacola repleta de etrogim e saiu em busca da sorte. Chegando a um local desconhecido, sentou-se sobre sua sacola, refletindo sobre o que fazer em seguida. De repente, foi abordado pelos oficiais do rei, que lhe perguntaram o que tinha naquela sacola. &#34;Sou um pobre homem e nada tenho para vender,&#34; respondeu ele. Eles abriram a sacola e constataram que estava cheia de etrogim. &#34;Que tipo de fruta &#233; essa?&#34; perguntaram os oficiais. &#34;S&#227;o etrogim, uma fruta especial usada pelos judeus durante a Festa de Sucot.&#34; Ouvindo isso, os oficiais agarraram-no juntamente com a bolsa e carregaram-no por todo o caminho at&#233; o pal&#225;cio. Foi ent&#227;o que o homem entendeu o porqu&#234; de todo aquele entusiasmo: o rei estava muito doente e haviam-lhe dito que somente a fruta usada pelos judeus durante o festival de Sucot poderia cur&#225;-lo. Uma busca intensiva n&#227;o tivera sucesso, e justamente quando toda a esperan&#231;a parecia ter-se acabado, o bom homem chegara com uma sacola cheia de etrogim, desta maneira salvando a vida do soberano. O rei recobrou a sa&#250;de e ordenou que a sacola esvaziada dos etrogim fosse preenchida com moedas de ouro. Nosso bom her&#243;i retornou para casa ricamente recompensado durante toda sua vida pela caridade que fizera. </description>
	</item>
	<item rdf:about="http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/s_u_c_o_t">
		<title>S U C O T</title>
		<link>http://cozinhajudaica.blog.terra.com.br/s_u_c_o_t</link>
		<dc:date>10.11.06</dc:date>
		<dc:creator>rebeka.didio</dc:creator>
		<dc:subject>Comes e bebes</dc:subject>
		<description>SUCOT A FESTA DAS CABANAS FALAREMOS SOBRE SUCOT E AO MESMO TEMPO POR SER O M&#202;S DAS CRIAN&#199;AS CITAREMOS ELAS DIVERSAS VEZES NESSE ARTIGO. SUCOT A Festa das Cabanas, em hebraico Sucot, &#233; parte do ciclo de festividades que come&#231;a com Rosh haShan&#225;. Sucot distingue-se por 2 ritos: a suc&#225;, onde se deve, durante a festa, comer todas as refei&#231;&#245;es, constru&#237;da para lembrar as cabanas que os antepassados dos israelitas constru&#237;am no deserto; e o lulav, que &#233; um feixe formado de 1 palma de tamareira(lulav),3 ramos de mirta (had&#225;s),2 de salgueiro(arav&#225;) e a cidra(etrog). Durante as ora&#231;&#245;es matutinas agita-se este feixe,lembrando ser Sucot tamb&#233;m a festa da colheita - Hag Assif. As 4 esp&#233;cies de Sucot s&#227;o semelhantes a 4 tipos de pessoas: &#8226; Etrog - tem sabor e aroma - simboliza os conhecedores e praticantes da Tor&#225; e das mitzv&#243;t, praticantes de boas a&#231;&#245;es; Etrog De prefer&#234;ncia deve estar mais amarelo do que verde. A casca n&#227;o pode estar perfurada nem ter manchas. Tamb&#233;m n&#227;o deve faltar nenhuma parte de sua pele interna. A casca n&#227;o pode estar mole demais, rachada, murcha ou descascada. At&#233; um ponto preto pequeno na parte superior invalida a fruta. A sua forma deve ser, de prefer&#234;ncia, como uma torre: larga na parte de baixo e estreita na parte de cima. Se este Etrog cresceu com um talo saliente (chamado de pitom), aquele talo n&#227;o pode ser retirado bruscamente. (Por&#233;m, se o Etrog cresceu sem um pitom, &#233; casher tamb&#233;m). 
&#8226; Lulav - tem sabor mas n&#227;o tem aroma - simboliza os conhecedores, mas que n&#227;o praticam boas a&#231;&#245;es;. Lulav Olhe para o ramo no topo do Lulav e tenha certeza de que o centro n&#227;o est&#225; dividido. Ele deve estar fechado (pelo menos abaixo da metade). O topo n&#227;o pode estar cortado O ramo n&#227;o pode estar seco. Deve ter ao menos 16 polegadas (39 cm). Quanto mais reto estiver o ramo, melhor. Hadas- oferece aroma, por&#233;m &#233; sem sabor, como as pessoas humildes que, apesar de n&#227;o possu&#237;rem cultura, s&#227;o prestativas e boas. Murta Voc&#234; precisar&#225; de tr&#234;s galhos de murta. Uma murta casher tem um padr&#227;o de tr&#234;s folhas que saem do mesmo ponto no galho. Este padr&#227;o de tr&#234;s folhas deve ser repetido acima de pelo menos metade do comprimento do galho. Cada galho deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). O galho n&#227;o pode estar seco. Arava - sem perfume nem paladar, mas resistente a intemp&#233;ries, representa os indiv&#237;duos teimosos que n&#227;o possuem intelig&#234;ncia e n&#227;o se esfor&#231;am para melhorar. Salgueiro Voc&#234; precisar&#225; de dois galhos de salgueiro. O talo deve estar, de prefer&#234;ncia, vermelho. O talo deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). As folhas deviam ser retangulares e n&#227;o redondas em sua forma. As folhas devem ter uma extremidade lisa, n&#227;o serrada Em Sucot lembramos de dois momentos importantes para nosso povo: quando eles caminharam por 40 anos no deserto do Sinai, antes, e moraram em cabanas; e quando, j&#225; na Terra de Israel, eles trabalhavam como agricultores e, na &#233;poca da colheita, constru&#237;am cabanas perto do campo e l&#225; moravam at&#233; que a colheita terminasse. Assim, Sucot est&#225; ligada a um evento hist&#243;rico e tamb&#233;m &#224; agricultura. Para festejarmos Sucot, constru&#237;mos uma Suc&#225; e durante uma semana passamos a realizar a maioria das atividades dentro dela: comemos, estudamos e &#224;s vezes, at&#233; dormimos dentro dela. A Suc&#225; n&#227;o pode ser uma constru&#231;&#227;o s&#243;lida e permanente, ela tem que transmitir seu car&#225;ter tempor&#225;rio que tinha antigamente. Suas paredes podem ser constru&#237;das de v&#225;rias formas mas o telhado &#233; especial: ele &#233; formado de ramos de plantas, com espa&#231;os entre eles para que, durante a noite, possa-se enxergar as estrelas. A festa de Suc&#243;t est&#225; entrela&#231;ada com alus&#245;es e preces para que chova durante o ano. &#201; uma coisa muito bonita dentro do modo-de-ver Judaico, que h&#225; 2.000 anos atr&#225;s, no Templo Sagrado em Jerusal&#233;m, n&#243;s faz&#237;amos 70 oferendas durante a semana de Suc&#243;t, uma para cada na&#231;&#227;o da Terra, para que elas tivessem paz, prosperidade e chuvas durante o pr&#243;ximo ano! O Talmud, no Tratado Suc&#225;, explica que agitamos o lul&#225;v para os 4 lados do mundo, para cima e para baixo, n&#227;o s&#243; para simbolizar que D'us est&#225; em todos os lugares, mas para suplicar-Lhe que nos proteja dos fortes ventos que nos amea&#231;am de todos os lados. E al&#233;m disto tudo, para que Ele nos salve das chuvas torrenciais que caem dos C&#233;us e das inunda&#231;&#245;es que brotam da terra. A Suc&#225; representa nossas preces por prote&#231;&#227;o das chuvas fora de &#233;poca. As 4 esp&#233;cies de Sucot s&#227;o semelhantes a 4 tipos de pessoas: &#8226; Etrog - tem sabor e aroma - simboliza os conhecedores e praticantes da Tor&#225; e das mitzv&#243;t, praticantes de boas a&#231;&#245;es; Etrog De prefer&#234;ncia deve estar mais amarelo do que verde. A casca n&#227;o pode estar perfurada nem ter manchas. Tamb&#233;m n&#227;o deve faltar nenhuma parte de sua pele interna. A casca n&#227;o pode estar mole demais, rachada, murcha ou descascada. At&#233; um ponto preto pequeno na parte superior invalida a fruta. A sua forma deve ser, de prefer&#234;ncia, como uma torre: larga na parte de baixo e estreita na parte de cima. Se este Etrog cresceu com um talo saliente (chamado de pitom), aquele talo n&#227;o pode ser retirado bruscamente. (Por&#233;m, se o Etrog cresceu sem um pitom, &#233; casher tamb&#233;m). &#8226; Lulav - tem sabor mas n&#227;o tem aroma - simboliza os conhecedores, mas que n&#227;o praticam boas a&#231;&#245;es;. Lulav Olhe para o ramo no topo do Lulav e tenha certeza de que o centro n&#227;o est&#225; dividido. Ele deve estar fechado (pelo menos abaixo da metade). O topo n&#227;o pode estar cortado O ramo n&#227;o pode estar seco. Deve ter ao menos 16 polegadas (39 cm). Quanto mais reto estiver o ramo, melhor. Hadas- oferece aroma, por&#233;m &#233; sem sabor, como as pessoas humildes que, apesar de n&#227;o possu&#237;rem cultura, 
s&#227;o prestativas e boas. Murta Voc&#234; precisar&#225; de tr&#234;s galhos de murta. Uma murta casher tem um padr&#227;o de tr&#234;s folhas que saem do mesmo ponto no galho. Este padr&#227;o de tr&#234;s folhas deve ser repetido acima de pelo menos metade do comprimento do galho. Cada galho deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). O galho n&#227;o pode estar seco. Arava - sem perfume nem paladar, mas resistente a intemp&#233;ries, representa os indiv&#237;duos teimosos que n&#227;o possuem intelig&#234;ncia e n&#227;o se esfor&#231;am para melhorar. Salgueiro Voc&#234; precisar&#225; de dois galhos de salgueiro. O talo deve estar, de prefer&#234;ncia, vermelho. O talo deve ter pelo menos 11 polegadas (29 cm). As folhas deviam ser retangulares e n&#227;o redondas em sua forma. As folhas devem ter uma extremidade lisa, n&#227;o serrada A hora das crian&#231;as Em Sucot, uma atividade divertida para fazer com as crian&#231;as &#233; decorar a Suc&#225;. Voc&#234; pode pendurar frutas e vegetais coloridos, cartazes, correntes, o que sua imagina&#231;&#227;o inventar. Abaixo ensinamos como fazer uma espiral colorida: Pegue uma folha de papel colorido e comece a desenhar um c&#237;rculo no centro, mas ao inv&#233;s de complet&#225;-lo, transforme-o em uma espiral e continue com ela at&#233; alcan&#231;ar as bordas do papel. Termine a espiral com uma ponta. Ent&#227;o corte acompanhando a linha desenhada. Fa&#231;a um pequeno furo no centro do papel e passe por ele um fio (naylon ou barbante), para pendurar o enfeite. 
ME LEMBRO MUITO BEM QUANDO EU ERA CRIAN&#199;A NA MESMA ESCOLA, NA &#201;POCA DE SUCOT, JUNTAVAMOS TAMPINHAS, PALITOS, TUDO QUE POD&#205;AMOS PARA COM NOSSA CRIATIVIDADE MONTAR A SUC&#193;. LEMBRAN&#199;AS QUE LEVAMOS PARA O RESTO DA VIDA. DEPOIS QUANDO MEUS FILHOS PASSARAM PELA MESMA ESCOLA, QUANDO PEQUENOS, EU AJUDAVA A FAZER AS SUC&#193;S. </description>
	</item>
</rdf:RDF>
